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| Foto: Gerada por IA |
Antes de tudo, o início do Campeonato Brasileiro Série A confirma um velho roteiro do futebol nacional. Com apenas dez rodadas disputadas, dez treinadores já foram demitidos, repetindo a média de uma troca por rodada e evidenciando a falta de estabilidade nos clubes da elite.
Dorival Jr. é a demissão mais recente. Ele deixou o Corinthians após sequência de resultados abaixo do esperado. Antes dele, nomes como Jorge Sampaoli, Fernando Diniz, Filipe Luís e Hernán Crespo também deixaram seus cargos ainda nas primeiras rodadas.
A lista inclui ainda passagens curtas de técnicos como Tite (Cruzeiro) e Martín Anselmi (Botafogo), refletindo a pressão por resultados imediatos. Em alguns casos, a troca ocorreu mesmo após poucos jogos, reforçando a falta de continuidade nos projetos esportivos.
O cenário mantém uma tendência histórica do futebol brasileiro, em que a instabilidade no comando técnico se torna regra. A rotatividade elevada segue como característica marcante da competição e já coloca a temporada de 2026 entre as mais agitadas dos últimos anos.
O que acontece nos bastidores?
Nos bastidores, a realidade é simples: dirigente não segura pressão. Perde dois jogos, a arquibancada cobra, o ambiente pesa e a solução mais rápida é trocar o treinador. Não tem paciência para ajustar time, nem convicção para bancar trabalho.
Outro ponto é o vestiário. Quando o elenco não compra a ideia ou percebe fragilidade no comando, o desgaste acelera. Jogador experiente sente o ambiente e, muitas vezes, a diretoria percebe tarde demais que perdeu o grupo.
Tem também o fator financeiro e político. Trocar treinador dá a sensação de resposta imediata ao torcedor e à imprensa. É uma decisão que tenta acalmar o momento, mesmo que não resolva o problema estrutural do clube.
No fim, o ciclo se repete: troca, expectativa, alguns resultados rápidos e, depois, nova queda. Sem planejamento sólido e sem continuidade, o futebol brasileiro segue girando em torno do mesmo erro de sempre.
Quadro resumo — demissões de técnicos (Série A 2026)
Competição: Campeonato Brasileiro Série A
Rodadas disputadas: 10
Técnicos demitidos: 10
Média: 1 demissão por rodada
Principais nomes desligados
• Jorge Sampaoli — Atlético Mineiro
• Fernando Diniz — Vasco da Gama
• Juan Carlos Osório – Remo
• Filipe Luís — Flamengo
• Hernán Crespo — São Paulo
• Tite — Cruzeiro
• Juan Pablo Vojvoda – Santos
• Martín Anselmi — Botafogo
• Gilmar Dal Pozzo - Chapecoense
• Dorival Jr. — Corinthians
Leitura rápida
• Mais da metade dos clubes já trocou de técnico
• Pressão por resultado imediato segue determinando decisões
• Alta presença de treinadores estrangeiros entre os demitidos
Conclusão direta
Troca virou rotina. Começa o campeonato, começa a demissão. Sem continuidade, o cenário não muda.
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